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quarta-feira, 4 de abril de 2012

Uma gatinha e uma corujinha

Quando era para me ocupar da pintura e organização da Casinha, o estado do tempo alterou-me os planos. Os dias de chuva fizeram nascer uma Corujinha e uma Gatinha aqui na Minha Casinha d’Aldeia

Há umas semanas, uma amiga pediu-me para lhe fazer uma almofada em forma de mocho/ coruja. E eu aceitei logo o desafio! Mas o nascimento do bicharoco foi diariamente adiado, pois os dias da Quaresma deviam de ter 48 horas, mas continuam com apenas 24!

Com a dita coruja, acabou por vir também um gato preto. Pedimos a uma Colega de mãos de fada para nos fazer um esboço em papel, a partir do qual seriam cortadas a almofadas.



Para a primeira fase das almofadas, a minha Vizinha também deu uma ajuda preciosa, pois eu e os fechos não temos uma relação fácil!


A partir daí foi “mãos à obra”. O gatinho acabou por ser uma gatinha, com um lacinho e uma flor na orelha, a coruja também ganhou um lacinho, para ficar a condizer com a gata…
Eis o resultado final, já no sofá da minha amiga.

sexta-feira, 30 de março de 2012

E, finalmente… a maravilhosa CHUVINHA!!!

Já aqui tinha referido o quanto sentia a falta da chuva! De vez em quando os senhores da meteorologia até a prometiam, mas nunca chegava.  Chuva, chuvinha, ocorrência de precipitação, para os rios, para os lençóis freáticos, para as plantas, para os animais, para nos lavar a alma e permitir o recomeço de primavera! E ela chegou, de mansinho, pela madrugada.
Mas esta alegria da chuva é ensombrada… então não é que há três anos que espero um pavimento novo para fazer do quintal da Minha Casinha d’Aldeia um lugar ainda mais agradável e, no segundo dia da obra, temos de a interromper por causa da chuva!
Não sei se me sinta com azar ou com muita sorte… Nem vou perder tempo a pensar nisso. Quem esteve mais de três anos sem pavimento e com uma garagem desorganizada também pode ficar mais uns dias com metade do quintal pavimentado e uma garagem ainda mais (muito mais) desorganizada!
Vou acender a lareira (fazer lume, como se diz na Minha Aldeia!), tratar das almofadinhas que prometi à minha amiga Isabel, avançar a mantinha de lã, dar uma espreitadela em alguns blogs interessantes, …


terça-feira, 13 de março de 2012

É um castiçal ou um porta velas?

Tenho este porta velas/ castiçal há uns três anos... De madeira, clarinho e sem gracinha nehuma... Pensei inicialmente em pintá-lo, mas depois achei que não iria dar um resultado que me agradasse e deixei-o este tempo todo esquecido aí pela Casinha.

A ideia luminosa surgiu há pouco: vou colar uma fitinha nesta parte mais estreita e aplicar umas florinhas que sobraram das caixinhas itinerantes. Eis o resultado:



Não me parece mal e tem sempre a vantagem de poder descolar tudo e fazer –lhe um upgrade!

domingo, 11 de março de 2012

Compras de primavera para a Minha Casinha d’Aldeia

Há pessoas que ficam tristes e deprimidas no inverno… eu acho que estou a ficar triste e deprimida justamente por ver passar os dias no calendário e não ter havido inverno! Inverno de verdade, com dias de chuva e vento, com fins de semana no quentinho da lareira a ver chover pela janela. O que é que tivemos? Desagradáveis dias de frio, amplamente prejudiciais à vida no campo! Quem mora em casinhas d’aldeia, como eu, é particularmente sensível a estes aspetos…

Mas, desabafos à parte, primavera é primavera e não há quem não se sinta agradado com as flores e o canto dos passarinhos… Para alegrar a Minha Casinha d’Aldeia comprei este passarinho…

O cortinado foi feito pela Mamã! Adoro-o, alegra a casa.
E  comprei também uns jacintos…


Já passaram duas semanas desde que os comprei, mudei-os para uns vasinhos maiores e eles agradeceram-me com duas lindas flores! É muito agradável sentir o seu perfume sempre que se está na sala.

Notícias da mantinha de lã...

Anteriormente, falei sobre uma mantinha de lã que decidi recuperar… Foi feita pela minha mãe e pela sua avó, a “Avó Velhinha”, como eu a tratava. Agora está assim:

E vai mais ou menos a meio… Muito trabalhinho pela frente e os dias de temperaturas elevadas, como os deste fim de semana, não são nada apelativos para estas manualidades.
Entretanto, também já fiz uma almofadinha para a minha cadeira de trabalho, que também ainda não está terminada… Falta fazer uma almofada de tecido (vermelho ou creme?) para aplicar as “florinhas” de lã.

Enfim, muita vontade de fazer e uma atividade profissional que me absorve a 200%!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Casa com vida...

Há muito que conheço este poema de Carlos Drummond de Andrade e acho que se adequa perfeitamente à Minha Casinha d'Aldeia...


Casa arrumada é assim:

Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz.

Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um cenário de novela.

Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas…

Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo:

Aqui tem vida…

Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar.

Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.

Sofá sem mancha? Tapete sem fio puxado? Mesa sem marca de copo? Tá na cara que é casa sem festa.

E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.

Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.

Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto…

Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.

A que está sempre pronta pros amigos, filhos, netos e pros vizinhos.

E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia.

Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.

Arrume a sua casa todos os dias…

Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela…

E reconhecer nela o seu lugar.

* Carlos Drummond de Andrade (1902-1987)

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Aproveitamento de lãs

Nas várias Casinhas que fazem ou fizeram parte da minha vida, sempre houve o hábito de aproveitar as lãs sobrantes das camisolas que se faziam. Pegas, tapetes, mantinhas coloridas e muito mais podia ser feito e o resultado era, invariavelmente, colorido e fofo!
Há uns dias, neste mundo virtual mágico, encontrei umas colchas feitas destes restinhos de lã e resolvi experimentar a fazer uns quadradinhos com as únicas duas lãs que tinha em casa. O resultado não foi perfeito, mas agradou-me.
Fiz quatro quadradinhos, de dois tamanhos diferentes…

Terminados os quadradinhos, levantou-se uma questão: Que utilidade lhes daria? Não tinha mais lã para continuar, por isso não poderiam ser transformados em cachecóis, bolsas, mantinhas… Teria de lhe dar uso assim mesmo, só ainda não sabia como.
Ao mexer numa gaveta encontrei o sabonete que sempre uso para lhe “dar cheirinho” e a ideia foi imediata. Em vez de estarem nestes saquinhos de compra, vou colocá-los nos quadradinhos de lã. Eis o resultado final.
O bichinho dos quadradinhos de lã ficou cá dentro e, assim que consegui um tempinho, fui “Chez Mamã”, procurar as mantinhas e outras coisinhas que tinha a certeza que por lá havia. Perante hipóteses possíveis, decidimos reformar uma colcha que em tempos a Mamã havia feito com a ajuda da sua Avó. A referida manta era usada no sofá, mas o tempo e a traça danificaram-na, mas nada de não recuperável.
Cortámos o que já não se pode aproveitar e dividimos tarefas: Mamã fica responsável por montar tudo novamente e eu por fazer os quadradinhos que terão de ser substituídos. Já consegui fazer sete. Ainda não decidimos se a parte que unirá todos os quadradinhos será novamente feita em preto, como estava, ou se será num tom beje…
Mas algo me diz que esta viagem ao mundo dos quadradinhos de lã está agora no princípio!