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terça-feira, 24 de outubro de 2017

Finalmente...

Finalmente consegui um tempinho para vir ao meu estimado blogue!! Na verdade, nem foi bem um tempinho, foi um somatório de minutos em dias e horas diferentes que canalizei para escrever este post. Sentia-me em falta com as pessoas que tão carinhosamente responderam ao meu post anterior, mas os dias sucedem-se uns aos outros e a verdade é que não consigo dar resposta a todas as solicitações, sobra sempre o blogue.

Lamentos à parte e como "tardo mas não falho" (nunca pensei que haveria de pôr esta frase em prática tantas vezes na minha vida!), cá vai o resultado do sorteio: A vencedora é a querida VAL do blogue l' avion rose. Se, por acaso, alguém ainda não conhece, vão lá ver é EXTRAORDINÁRIO!

Fiz o sorteio da mesma forma que já havia feito antes, com papelinhos com o nome das pessoas que comentaram e saiu a Val.

Juntamente com as molinhas que mostrei no post anterior, vou enviar algumas coisinhas que juntei depois de saber quem era a vencedora.


Aqui está o "conjunto" completo.

Uma bolsinha de tecido, que demorou uma eternidade a ver a luz do dia. Os materiais de costura agora estão muito bem guardados (escondidos!!) para que as quatro mãozinhas que mexem em tudo não tenham hipótese de lhes chegar. Ora, arranjar tempo para organizar os materiais, fazer as costurices e voltar a arrumar tudo, foi tudo menos fácil!!


É um modelo muito simples, decorado com  fita grega e forrada com um tecido branco. Vejo por aí coisas fantásticas que gostaria de conseguir fazer, mas é preciso prática que não tenho e tempo para chegar lá por tentativas, o que nesta fase é impossível. Mas estou feliz com o resultado.

Depois de ter a "embalagem" pronta e as molinhas lá dentro, foi tempo de ir "garimpar" outros miminhos para acrescentar. 

Há uma papelaria/drogaria/loja de decoração muito antiga aqui na minha Aldeia e da qual eu gosto muito. Gosto pela loja em si, gosto do casal de velhotes a quem pertence e gosto por fazer parte da história da minha família, pois peças emblemáticas das nossas vidas foram lá compradas: as nossas banheiras de bebé e agora as dos nossos filhos, os livros escolares, os serviços do enxoval, etc. É lá que vou quando quero coisas mas não sei bem o que quero, venho sempre feliz da vida com o que encontro.

E foi lá que fui procurar as restantes peças que enviei para a Val, fiz questão que viessem de um lugar da Minha Aldeia que é realmente especial para mim. De certeza que ela terá acesso a estas coisas com alguma facilidade perto do local onde reside e trabalha, mas para mim, fez sentido assim. 

Um caderno da Firmo, o motivo da capa emita um xadrez escocês que me agrada bastante. Já tem as folhas amareladas pelo tempo, mas estão ainda mais agradáveis de escrever por isso.


Papel de carta com "bonequinhos", o meu preferido é este do raposinho a apreciar as borboletas:



Umas borrachas em forma de cão e uma caixa de lápis de cor.

Espero que a contemplada do sorteio fique tão feliz com o que receberá (só enviei hoje de manhã) como eu fiquei enquanto mexi e remexi nas coisas da loja para escolher o que queria.

Até breve!!
(Espero eu!)

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

5 anos de blog

Imagem retirada daqui

O blog fez 5 anos no início deste mês de janeiro, mas só agora consegui vir aqui escrever. Pode dizer-se que foi quase uma resolução de ano novo para 2012.
Aquando do 3º aniversário fiz este post , onde fazia uma retrospetiva desse período. Nestes dois anos que se seguiram, a Minha Casinha d'Aldeia teve uma vida menos ativa e o nº de publicações diminuiu drasticamente. 
Ouvi dizer há tempos que não nos devemos queixar da falta de tempo, devemos sim assumir que temos outras prioridades. Foi o que me aconteceu certamente. A vida profissional mais preenchida, a participação ativa em algumas associações e as poucas e/ou insignificantes 'artesanises' que ia fazendo por aqui não permitiram mais publicações. Depois há ainda as más fotografias tiradas com uma máquina de fraca qualidade que me deixam muito frustrada, pois imagino coisas que não consigo pôr em prática. A somar a tudo isto, uma gravidez de risco e dois bebés de meses. 
Enfim, foi assim e pronto! Mas continuei a visitar e a comentar blogues que acho fantásticos, a conhecer outros e a ter pela Minha Casinha d'Aldeia um carinho especial que me faz permanecer aqui. 
 Esta publicação no blog L'avion Rose, que eu adoro, deu-me ainda mais motivação para continuar aqui. E já sei que não fui a única. Não acredito que consiga dar ao blog a vitalidade que desejaria, pois tenho consciência das 24 horas de cada dia e de quem agora tem sempre prioridade. :) Mas vou fazendo o possível, tentando tirar fotografias a tudo o que por aqui vai aparecendo e as publicações aparecerão ao ritmo possível.
 À semelhança do que fiz há dois anos, vou fazer um sorteio. As regras são só duas: ser seguidor do blogue e deixar uma mensagem nesta publicação até ao dia 31 deste mês. No início de fevereiro, divulgarei o resultado.
Conto sortear estas 4 molinhas enfeitadas com esta aplicação em crochet e um mimo surpresa, que procurarei adequar o mais possível à contemplada.



Fiz quatro aplicações: vermelho, azul escuro, azul claro e cor-de-rosa, que depois colei às molas de madeira pequenas. Aqui em casa dão muito jeito para fechar pacotes de diversos produtos e este ano serviram inclusivamente para enfeitar os sacos de Natal, mas isso é conversa para outro dia.




São simples lembranças, sem qualquer valor monetário, feitas por mim, num esforço para encontrar algum tempo entre fraldas, biberões, sopinhas e papinhas e um infindável número de tarefas que dois principes de 5 meses implicam.

Até breve!!

quarta-feira, 15 de junho de 2016

As razões da minha ausência

Tal como referi na mensagem anterior, ando mais afastada do blog por razões de trabalho.

Mas não só...

Imagem retirada daqui

A cegonha está para aterrar aqui pela Minha Casinha d'Aldeia e vem muito bem acompanhada!! 
Traz-nos dois meninos. Estamos muito, muito felizes!

Não tem sido uma gravidez fácil, mas, com a ajuda de Deus, está a correr bem e durante o verão receberemos os nossos meninos de braços abertos e coração cheio.

Ao contrário do que desejava, já entrei de baixa, tenho mesmo de repousar. 
Até agora não tive tempo (muito menos energia) para começar as coisinhas que idealizei para os meus meninos. Espero que nesta fase que se aproxima consiga dedicar-me mais às "artesanices" e partilhar convosco o que for surgindo.

Para já, só consegui fazer uma mantinha para o ovo e começar a segunda.
Fiz exatamente igual às que fiz para os primos. Além de ser um esquema ultra básico (ideal para quem passa a vida na cama ou no sofá), acho uma certa graça todos os bebés da família terem uma mantinha igual.

A da Maria Clara:
 A do Santiago:

E a da minha afilhada Inês, que, enquanto fiz a manta não sabia ainda como se ía chamar, nem que ía ser minha afilhada.


Vamos ver o que consigo fazer a seguir às mantinha, ideias não me faltam.

Até breve!!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

98 anos extraordinários

Tenho o privilégio de morar ao lado de uma pessoa extraordinária! A minha vizinha Ana Rosa, já falei dela aqui e aqui. Tem uma filosofia de vida e uma forma de encarar o mundo dignas de registo.

Veio oferecer-me estas flores, colhidas no seu quintal, o seu lugar preferido.



Não teve uma vida fácil, antes pelo contrário, mas tem uma alegria de viver pouco comum. 

Não resisto a registar aqui a nossa conversa há poucos dias, pois aos 98 anos ainda faz planos a médio prazo. Explicou-me que no próximo verão (quando fará 99!) irá mandar um pedreiro fazer umas modificações no canteiro, mesmo que nesse ano os bolbos não saiam muito bonitos. Conclusão: tem 98, aos 99 arranja o canteiro para, a partir dos 100 semear os bolbos sem preocupações!! :)

O convívio com ela é uma lição de vida!


Até breve!!

domingo, 1 de novembro de 2015

O dia em que decidi gostar do Outono

Foi hoje! 
Hoje cheguei à conclusão que, não gostando de outonos, desperdiçava 1/4 do ano!! 
E hoje decidi gostar do Outono... 
Até agora achava deprimente os dias ficarem mais pequenos, passar a sair de casa quando ainda está escuro, ver as árvores a ficar sem folhas, ter frio, ...
Mas esta semana dei por mim a apreciar as cores das árvores com um sorriso... E comecei a pensar no que o outono teria de bom. E até encontrei algumas coisas, mesmo sem sair de casa. É época de fazer doces, de acender a lareira; gosto de ouvir a chuva, de assar castanhas; as plantas do quintal ganham uma luz diferente; imagino uma infinidade de projetos com lãs; ...





 E, dos mil projetos que tenho em mente, este vai começar a ganhar forma, um gorrinho verde para o meu amiguinho Daniel, o amiguinho para quem fiz o meu primeiro gorrinho.

 Este taleigo foi feito por uma velhinha, está perfeitíssimo!!






E hoje decidi gostar do Outono... Pudera eu tomar a decisão de gostar de outras coisas!

Até breve!!

sábado, 24 de outubro de 2015

O Côco

Tal como falei aqui, eu não escolhi os gatos que tenho, fui acolhendo os que me foram aparecendo. E o Côco não foi exeção...
Eu sabia que a gata de rua que acolhi, a quem chamei Mia, poderia ter filhotes num quintal próximo e já previa que isto acontecesse, mas não exatamente com este contornos. 


Uma tarde vi este gatinho na parede do meu quintal, justamente no lugar onde a Mia se costumava deitar. Vi logo que se tratava de uma das crias, que ela a tinha trazido ou que a tinha seguido.

Tentei que ele descesse e só o consegui com a ajuda de pedacinhos de fiambre. Estava faminto, devorou uma quantidade de ração quase incomportável para um corpinho tão pequeno. 

As visitas da Mia foram-se tornando cada vez menos frequentes, quando vinha e o pequenino se queria aproximar dela, afugentava-o com uma violência que eu não lhe conhecia. E o pequenino foi ficando e a mãe deixou de morar cá... Acho que o veio cá deixar. Ela anda por aqui, passa no telhado e espreita cá para baixo, mas não desce, nem quando a tento subornar com uma taça de comida.

Ele cresceu e engordou bastante, nem parece o mesmo que aqui chegou. Passa o tempo a implicar com o Kiko, só está bem deitado onde ele está, a comer do mesmo comedouro, ... e ele lá o vai tolerando cá em casa. Adora ver televisão, fica vidrado a olhar. Chamamos-lhe Côco, por sugestão de uma prima, outra gateira assumida.

E é isto, eu que definitivamente me tornei gateira, há pouco tempo tinha uma gata adulta e agora tenho um gato novo.  

Até breve!!

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Os gatos que nos adotaram como donos

Eu não escolhi os gatos da minha vida, acolhi os gatos que me apareceram... Descobri o que é ser gateiro, há pouco tempo nem sabia que esta expressão se usava.
ga·tei·ro 
(gato + -eiroadjectivo e substantivo masculino
1. Que ou quem é amigo ou tratador de gatos. 
"gateiro", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/gateiro [consultado em 06-08-2015].

Há três anos foi o Kiko, quando um imbecil de um vizinho matou uma gata de rua que tinha filhotes ali nas imediações e nós não tivemos outra opção além ficar com o único sobrevivente, que apareceu no quintal sem nós percebermos bem como. Mas ainda bem que o fizemos, tem sido uma ótima companhia. 


Agora é uma gata adulta. 
Já há mais ou menos um ano que ronda o nosso quintal em busca dos restos da comida do meu gato. Fazemos barulhos para ela ter medo de nós, mas ao mesmo tempo garantimos que há comida e água suficiente para ela.  Há uns dias descobri que tinha duas crias (pelo menos) no quintal de uma casa vazia aqui da vizinhança e o meu coração ficou apertado... Um ou dois dias depois estava uma cria morta nas traseiras da minha casa. Então decidi que, se já olhava pela sua alimentação, estava na hora de fazer um pouco mais.
Falei com a minha amiga veterinária (outra gateira!!) e chegámos à conclusão que o melhor a fazer era começar a tomar a pílula; pelo tamanho dos gatinhos desta criação, esperamos que ela ainda não tenha tido tempo de engravidar novamente. 
É difícil dar medicamentos a gatos, mas esta foi muito fácil, foi só pôr o comprimido num bocadinho de comida de saqueta e ela lambeu tudo até fim. A longo prazo, a pílula é prejudicial, mas avançar já para a esterilização era precipitado. Daqui a quinze dias terei de repetir o processo. 
A gata parece que adivinhou tudo isto e passou a estar mais tempo no meu quintal e a deixar de ter tanto medo de nós, mesmo quando lhe fazemos os mesmos barulhos com que antes já a enxotávamos e ela fugia. Não sei se ainda tem crias aqui por perto, vamos ver como é que as coisas evoluem.


Mas acho que já tenho dois gatos...

Até breve!

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Enxoval de memórias

Este post poderia ter outros títulos, "Dei volta ao enxoval" ou "Tenho muito que aprender" ou "O antes e depois do quarto" e todos seriam adequados.
Num dia de limpeza a fundo, resolvi pôr a uso algumas coisas que "trouxe no enxoval" e que raramente saem do armário. Mas desta vez já estavam cá fora e resolvi dar-lhes uso. 


Ao observar com atenção cada uma destas peças percebo realmente o longo caminho que terei que percorrer para aprender o que as mulheres da minha família fizeram neste mundo das agulhas...

Tenho estes "cortinadinhos" junto ao vidro pois a Minha Casinha d'Aldeia, como a generalidade das casinhas das aldeias da minha região, é uma casa térrea e  as pessoas passam no passeio mesmo ali juntinho à minha janela.


 Foram feitos por uma Prima na altura que eu vim morar para esta casa, justamente por causa das "espreitadelas alheias".


Têm um bordado e umas bainhas abertas que garanto que são bem mais bonitos ao vivo do que a fotografia mostra...

O naperon foi feito pela minha mãe. Estou sempre a dizer que não gosto especialmente de naperons, mas o facto é que os continuo a usar aqui em casa...


Estes lençóis amarelinho clarinho foram um trabalho conjunto de outra Prima, já velhota, que fez a renda (ao ombro, como as mulheres de antigamente faziam!) e a minha mãe, que fez os lençóis e lhe aplicou a renda.


Na prateleira onde tenho as bijuterias e afins, tenho este naperonzinho, feito pela mina avó materna. É das poucas coisas feitas por ela que tenho, morreu cedo e eu era muito pequena. Uso-o neste sítio sobretudo pelo carinho que lhe tenho, não necessariamente por achar que fica ali bem.




Este paninho é talvez a peça mais antiga deste meu estimado espólio familiar de objetos e de memórias. 

E a colcha? Esta colcha foi feita pela minha bisavó, a Avó Velhinha que viveu connosco até aos meus 10 anos. Não a fez para mim, fê-la para uma das suas filhas. Mas quando essa filha faleceu, trouxe-a de volta e decidiu que era para mim, eu devia ter uns 4 ou 5 anos...


 Foi uma mulher de armas esta minha bisavó que todos conheciam por Conceição mas cujo nome de registo oficial não tinha nada a ver. Trabalhou duramente a vida inteira e sobreviveu à morte do marido e das suas quatro filhas. 


Resolvi juntar ali a minha almofada com as aplicações de crochet, não sei se fica ali muito bem, mas quis juntar ali o que eu sei fazer, é a "minha parte" neste conjunto de peças que para mim têm um valor inquestionável.

O banco que está por baixo da janela era da mobília de quarto dos meus avós paternos, falei dele aqui  quando o recuperei. Pelo post do banco dá mais ou menos para ver como estava o quarto antes. Não faz muita diferença, mas ficou mais claro e o meu coração mais cheio!!