Seguidores

Mostrar mensagens com a etiqueta Memórias. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Memórias. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Quartinho dos meus piolhos

Aos poucos, muito devagar, aquele que será o quarto dos meus piolhinhos vai tomando rumo. Por enquanto, ainda dormem connosco no quarto. Hoje* queria mostrar alguns objetos que estão neste canto, coisas muito simples mas que, para mim, fazem sentido assim.
*Comecei a escrever este post dia 5 de novembro!!

 Forrei duas telas com tecido às bolinhas e, com a pistola de cola quente, colei as iniciais dos nomes deles e um pequeno anjinho que a Avó trouxe de Fátima, ainda eu estava grávida.
Por trás, as telas ficaram assim:
 O processo...

O anjinho é muito pequenino e delicado.


Assim dá para perceber o quão pequeno é.


Esta camioneta que está em cima da cómoda era do pai. Veio do estrangeiro, fez muito sucesso entre os miúdos da altura. (Ainda não tive tempo de selecionar fotografias para colocar nesta moldura e numa outra grande que quero colocar noutra parede :( )


Está em bom estado, apesar das luzes já não funcionarem e de se notarem na pintura as muitas horas de brincadeira que proporcionou. Desmontei-a para a limpar adequadamente, com um nervoso miudinho causado pelo receio de não conseguir voltar a aparafusar e encaixar tudo novamente. Já não se fazem brinquedos assim.



A cadeira de praia que tenho neste canto não é propriamente elegante para um quarto de bebé, mas foi a solução mais prática. É muito confortável para me sentar e não valia a pena estar a investir noutra cadeira mais adequada, pois naquele lugar irá ficar a caminha que agora ainda está no meu quarto.


Cobri a cadeira com uma mantinha de crochet feita a várias mãos, de diferentes gerações, da qual já falei aqui e aqui. Alegra-me a vista e aquece-me o coração vê-la no quarto dos meus filhos.

Junto à janela tenho estas tapeçarias, não sei se será este o nome adequado.
 Foram-nos oferecidas por um senhor que trabalha com  o pai, trabalho artesanal da sua filha. São feitas num tear, gostei muito do presente.


E, aos poucos, o quartinho deles vai tomando forma. Nada de extraordinário, mas tudo feito com muito amor e carinho. 

Tenho ainda muitos projetos, mas as 24 horas do dia são poucas para tudo o que tenho entre mãos e acho que muitas coisas que gostaria de fazer não vão passar disso mesmo, projetos.

Até breve!!

domingo, 25 de outubro de 2015

Cavanejo de Junco

Estes cestos, que aqui na minha zona se chamam CAVANEJOS, eram muito comuns antigamente. São feitos com junco, uma planta que cresce em algumas linhas de água, muita paciência e habilidade de mãos. Serviam para transportar e armazenar os mais diversos produtos e até para pôr as galinhas a chocar!

Este é herança do Maridito, era usado pelo Avô no carro da mula, para levar o piporro da água para o campo. Para ser fácil de prender aos varais do carro, tem as duas asas mais próximas e não em frente uma à outra, como é comum. Estava ali no sótão e, de vez em quando, sorria-me. Um dia não lhe resisti. 
O junco estava demasiado seco e o cesto tinha um ar triste. 

Pensei em várias alternativas para dar um ar mais interessante ao cavanejo. Achei que a melhor solução seria dar-lhe vaselina liquida. 

 Após várias camadas e algum tempo de espera, demasiado para o meu gosto, o cesto ganhou um ar novo. Os tempos de espera são muito importantes, porque a vaselina líquida é um produto muito gorduroso e há que lhe dar tempo para infiltrar no cesto e o ir hidratando a pouco e pouco.



 Agora uso-o para guardar os taleigos onde guardo os (demasiados!) trabalhos que tenho entre mãos.


Acho que o cavanejo merece bem esta segunda oportunidade, dada por esta neta emprestada, que lhe arranjou um uso muito diferente do anterior.

Até breve!!

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Mostarda e Coca-cola? Repete lá...


Mostarda e Coca-cola? Repete lá... Foram as palavras que pronunciei quando me disseram que esta mistura servia para tirar a ferrugem! 
Muito reticente, lá experimentei, afinal era coca-cola e mostarda que eu até tinha em casa. E não é que resulta? Pois é...

Na casa da minha mãe existe esta peça há mais de 30 anos, para ela tem um significado especial. É feita de uma espécie de latão a imitar cobre. E eu tenho com esta chaleira (ou lá que nome terá esta peça) uma relação de amor-ódio há muitos anos: se, por um lado, sempre gostei muito dos relevos e das partes de loiça pintada com motivos azuis, o seu tom acobreado com picos de ferrugem, irritava-me solenemente... Tentei que a Mãe me deixasse pintá-la de uma cor forte, mas não autorizou.



 Estava com este aspeto, quando me falaram do truque da mostarda com coca-cola e para esta operação já tive autorização. Deitei mãos à obra e a ferrugem foi desaparecendo...



A tampa foi a primeira parte que tratei...


A chaleira foi mais difícil, devido aos relevos...


As minha mãos e unhas foram verde fluorescente durante dois dias e o lava-loiça ficou encardido, só com lixívia é que consegui livrar-me da sujidade.


Mas o resultado final, na minha opinião, valeu a pena. 


Foi impossível recuperar algumas partes, já estavam completamente corroídas.


Fiquei feliz por me ensinarem esta estratégia simples que resultou bem e por ver "a peça" a reluzir na chaminé de lume da casa dos meus pais.

Até breve!!

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Enxoval de memórias

Este post poderia ter outros títulos, "Dei volta ao enxoval" ou "Tenho muito que aprender" ou "O antes e depois do quarto" e todos seriam adequados.
Num dia de limpeza a fundo, resolvi pôr a uso algumas coisas que "trouxe no enxoval" e que raramente saem do armário. Mas desta vez já estavam cá fora e resolvi dar-lhes uso. 


Ao observar com atenção cada uma destas peças percebo realmente o longo caminho que terei que percorrer para aprender o que as mulheres da minha família fizeram neste mundo das agulhas...

Tenho estes "cortinadinhos" junto ao vidro pois a Minha Casinha d'Aldeia, como a generalidade das casinhas das aldeias da minha região, é uma casa térrea e  as pessoas passam no passeio mesmo ali juntinho à minha janela.


 Foram feitos por uma Prima na altura que eu vim morar para esta casa, justamente por causa das "espreitadelas alheias".


Têm um bordado e umas bainhas abertas que garanto que são bem mais bonitos ao vivo do que a fotografia mostra...

O naperon foi feito pela minha mãe. Estou sempre a dizer que não gosto especialmente de naperons, mas o facto é que os continuo a usar aqui em casa...


Estes lençóis amarelinho clarinho foram um trabalho conjunto de outra Prima, já velhota, que fez a renda (ao ombro, como as mulheres de antigamente faziam!) e a minha mãe, que fez os lençóis e lhe aplicou a renda.


Na prateleira onde tenho as bijuterias e afins, tenho este naperonzinho, feito pela mina avó materna. É das poucas coisas feitas por ela que tenho, morreu cedo e eu era muito pequena. Uso-o neste sítio sobretudo pelo carinho que lhe tenho, não necessariamente por achar que fica ali bem.




Este paninho é talvez a peça mais antiga deste meu estimado espólio familiar de objetos e de memórias. 

E a colcha? Esta colcha foi feita pela minha bisavó, a Avó Velhinha que viveu connosco até aos meus 10 anos. Não a fez para mim, fê-la para uma das suas filhas. Mas quando essa filha faleceu, trouxe-a de volta e decidiu que era para mim, eu devia ter uns 4 ou 5 anos...


 Foi uma mulher de armas esta minha bisavó que todos conheciam por Conceição mas cujo nome de registo oficial não tinha nada a ver. Trabalhou duramente a vida inteira e sobreviveu à morte do marido e das suas quatro filhas. 


Resolvi juntar ali a minha almofada com as aplicações de crochet, não sei se fica ali muito bem, mas quis juntar ali o que eu sei fazer, é a "minha parte" neste conjunto de peças que para mim têm um valor inquestionável.

O banco que está por baixo da janela era da mobília de quarto dos meus avós paternos, falei dele aqui  quando o recuperei. Pelo post do banco dá mais ou menos para ver como estava o quarto antes. Não faz muita diferença, mas ficou mais claro e o meu coração mais cheio!!

domingo, 20 de julho de 2014

Bolsa para maquilhagem

Por norma, uso muito pouca maquilhagem e guardo tudo numa latinha reutilizada que tenho na casa-de-banho. 
Ultimamente, tenho sentido necessidade de transportar os produtos de maquilhagem de uns lugares para outros, já que a maior parte das circunstâncias em que o uso de maquilhagem "se impõe" ocorrem fora da minha Aldeia e não posso/quero ir maquilhada de casa. A solução que encontrei foi passar a tê-los numa bolsinha, que pode estar na casa-de-banho onde estava a lata e é facilmente transportável.
Claro que não fui comprar, dei uma volta pela casa para ver o que havia por cá. 
Tinha um novelo de linha cor-de-rosa que uma Senhora da Minha Aldeia me tinha dado, sobras de um casaquinho que fez para a neta, pessoa quase da minha idade!! 

 As dimensões não foram definidas, quando se acabou a linha, ficou pronta. Uni com a lógica que me pareceu mais adequada e fiz uma voltinha na parte da frente.

 Fiz o forro com um tecido que já tinha em casa. Para disfarçar  a junção do forro com a bolsa, usei esta fita grega braquinha.
 Para fechar, usei um botão pérola que deve ser da idade da linha, estava na caixa de costura que herdei da Avó.


 Agora, a custo zero e reutilizando materiais antigos, consegui a solução para o meu problema.
Até breve!!


sábado, 15 de fevereiro de 2014

Tricot

Há muitos anos aprendi a fazer "a fazer malha", já nem sei se com a minha mãe ou com a minha avó, provavelmente com dicas das duas...
Mas levei muitos anos, talvez mais de 20 (!) sem fazer e esqueci-me como se fazia. Uma tarde de fim-de-semana de chuva  foi o que eu precisava para resolver a situação. 
Uma pesquisazinha básica no Sr Google e eis a solução: 

http://www.youtube.com/watch?v=fzJbMD1-mJk

http://receitadetrico.blogspot.pt/2012/05/pontos-basicos-do-trico-iniciantes.html

Depois de ver estes vídeos, foi fácil recomeçar.


 O que estou a fazer? Não sei ao certo. Talvez um cachecol, se a lã chegar, ou uma bolsinha com um fecho e forrada de tecido, ... agora o que importa é mesmo praticar mais um bocado, até os pontinhos saírem todos direitinhos.

Usei umas agulhas que herdei da Avózinha!! Estão gastas nas pontas, devem ter feito bastantes pontinhos antes de chegar à minha mão.

Até breve!!

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Mousse de Morango

Comprei uma caixa de morangos (portugueses!) por um bom preço e decidi fazer uma mousse de morango.
Cheguei a casa feliz e contente e "meti mãos à obra". O problema foi que me esqueci que uma mousse de morango não leva só morangos e eu não costumo fazer muitos doces, por isso tinha pouca coisa em casa.
Equacionadas as várias hipóteses, a solução foi mesmo fazer a "olhómetro" e adaptar as receitas que vi na internet com o que tinha em casa.
Fiz assim:
  • Reduzi aproximadamente 700 gr de morangos a puré com a varinha mágica;
  • Juntei-lhe 1 lata de leite condensado;
  • Dissolvi 5 folhas de gelatina em meio copo de leite morno e juntei também;
  • Por fim, bati 3 pacotes de natas e juntei também.
  •  


    O resultado foi ótimo, ficou pouco enjoativa e deu uma quantidade generosa, para partilhar, uns comeram aqui na Minha Casinha d'Aldeia, outros receberam-na em casa!
     
    
    Sempre adorei esta bonequinha, e quando falo em morangos vem-me sempre à memória. Não resisti em inclui-la aqui também, até porque tem uma passagem bíblica muito importante.

    Até breve!

    domingo, 24 de março de 2013

    Baú de Memórias

    Quando éramos pequenas, a minha Avó ofereceu um baúzinho a cada uma das três netas. O meu é ligeiramente maior que o da minha irmã e da minha prima, estatuto de neta mais velha!!
     
    Guardo-o até hoje com muito carinho e um dia destes resolvi dar-lhe destaque aqui na Minha Casinha. Obrigada Avózinha!






    Até breve!